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A RESERVA EXTRATIVISTA DO CAZUMBÁ-IRACEMA |
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Por Administrator
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06 de June de 2006 |
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A RESERVA EXTRATIVISTA DO CAZUMBÁ-IRACEMA
Criada em setembro de 2002, a Reserva ocupa uma área de 750.794,70 ha. Distante 150 km de Rio Branco pela BR 364, é acessada a partir de Sena Madureira pelos rios Caeté e Macauã e pelos ramais do 16 e do Nacélio. O clima predominante na região é tropical chuvoso (2000 a 2500 mm anuais), com curta estação seca. A formação vegetal predominante é Floresta Ombrófila Aberta. A fauna é rica e inclui quatro espécies ameaçadas.  Seus 1300 moradores, organizados em 270 famílias, distribuem-se em unidades produtivas denominadas colocações (áreas florestais de 300 a 500 ha). Possuem, em geral, baixa escolaridade: 50% são analfabetos e cerca de 20% das crianças não freqüentam a escola. Sua dieta baseia-se no consumo de animais domésticos de pequeno porte, em produtos agrícolas, produtos extraídos da floresta (ex.: açaí, patauá, pupunha, bacaba, buriti, castanha, jaci), na caça de subsistência e na pesca.
 A economia baseia-se em extrativismo e agricultura. Dois terços das famílias obtêm renda a partir de uma destas duas atividades ou pela combinação delas. A borracha e a castanha são os principais produtos do extrativismo vegetal, extraídos por 32% e 12% das famílias, respectivamente. Utilizam também outros recursos, como madeira, óleo de copaíba, açaí, mel e patauá. Todos dependem da agricultura para subsistência e obtenção de renda. Os roçados são geralmente pequenos, com cerca de 1 ha. A macaxeira é o único produto cultivado o ano inteiro, sendo importante por gerar renda regularmente, com a venda de farinha, de fácil comercialização. Animais de pequeno porte são comercializados eventualmente.
 A Reserva é importante, pois garante benefícios a toda sociedade: ajuda a fixar a população no campo, evitando aumento da pobreza na periferia da cidade, contribui para a economia local/regional, fornece serviços ambientais, faz parte de um sistema de Unidades de Conservação regional, funcionando como zona tampão contra impactos ambientais sobre o Parque Estadual do Chandless e ajuda a conservar amostra representativa da floresta amazônica. Sua implementação depende da aplicação adequada de seus principais instrumentos de gestão e do fortalecimento da organização comunitária para, através de uma gestão participativa, conciliar conservação, uso dos recursos naturais e manutenção da cultura extrativista. |
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Última Atualização ( 23 de September de 2006 )
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