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Portaria do ICMBio oficializa Plano de Manejo da Reserva No dia 28 de agosto de 2008, mediante a Portaria de número 56 do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio, publicada no Diário Oficial da União, foi oficializada a aprovação do Plano de Manejo da Reserva Extrativista do Cazumbá-Iracema. A ratificação deste documento, aprovado no Conselho Deliberativo da Reserva no dia 11 de março, durante sua oitava reunião ordinária, é um passo importante na gestão desta Unidade de Conservação, já que estabelece a sua regulamentação e zoneamento, além de instituir programas de desenvolvimento social, econômico e ambiental.
O documento, produzido com a participação de vários setores da sociedade, sobretudo de representantes das comunidades da reserva, estabelece também um conjunto de regras comunitárias que deverão orientar a convivência e as práticas de uso dos recursos naturais pelos moradores. “A comunidade participou da elaboração do plano em vários momentos: no zoneamento, na elaboração dos programas e, principalmente, no Plano de Utilização”, disse o líder comunitário Aldeci Cerqueira, o Nenzinho. |
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A RESERVA EXTRATIVISTA DO CAZUMBÁ-IRACEMA
Criada em setembro de 2002, a Reserva ocupa uma área de 750.794,70 ha. Distante 150 km de Rio Branco pela BR 364, é acessada a partir de Sena Madureira pelos rios Caeté e Macauã e pelos ramais do 16 e do Nacélio. O clima predominante na região é tropical chuvoso (2000 a 2500 mm anuais), com curta estação seca. A formação vegetal predominante é Floresta Ombrófila Aberta. A fauna é rica e inclui quatro espécies ameaçadas.  Seus 1300 moradores, organizados em 270 famílias, distribuem-se em unidades produtivas denominadas colocações (áreas florestais de 300 a 500 ha). Possuem, em geral, baixa escolaridade: 50% são analfabetos e cerca de 20% das crianças não freqüentam a escola. Sua dieta baseia-se no consumo de animais domésticos de pequeno porte, em produtos agrícolas, produtos extraídos da floresta (ex.: açaí, patauá, pupunha, bacaba, buriti, castanha, jaci), na caça de subsistência e na pesca.
 A economia baseia-se em extrativismo e agricultura. Dois terços das famílias obtêm renda a partir de uma destas duas atividades ou pela combinação delas. A borracha e a castanha são os principais produtos do extrativismo vegetal, extraídos por 32% e 12% das famílias, respectivamente. Utilizam também outros recursos, como madeira, óleo de copaíba, açaí, mel e patauá. Todos dependem da agricultura para subsistência e obtenção de renda. Os roçados são geralmente pequenos, com cerca de 1 ha. A macaxeira é o único produto cultivado o ano inteiro, sendo importante por gerar renda regularmente, com a venda de farinha, de fácil comercialização. Animais de pequeno porte são comercializados eventualmente.
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Equipe realiza monitoramento de desmate e queima na Reserva. |
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